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Renda fixa
18/06/2010 Por: Gabriella Bridi
As rendas dominaram a cena nos desfiles da temporada de inverno 2010 e já ganharam as ruas em versões práticas, sensuais e irreverentes. Em detalhes de vestidos e blusas, ou compondo peças inteiras, a renda confere delicadeza e ao mesmo tempo sensualidade com o seu jogo de esconde – mostra. Nos desfiles da temporada, a grife Iódice foi uma das que apostaram em looks completos da trama. Meias-calças, vestidos e até casacos foram cobertos de renda negra. A estilista Isabela Capeto aliou a trama à transparência, enquanto Alexandre Herchcovitch aplicou a renda somente em detalhes de vestidos e saias.
A renda como é conhecida hoje teve origem na Bélgica, com as roupas da corte. No século XVIII e XIX o centro de produção da renda era a cidade de Chantilly, na França, e Alençon, na Itália. Restrita aos mantos do clero e da realeza, nessa época a renda era feita com fios dourados e prateados. No início do século XX, a renda apareceu em detalhes nas luvas, casacos, e adornos de cabeça.
No Brasil, a renda chegou junto a família real portuguesa. Produzida no Nordeste, pela famosas rendeiras, as primeiras tramas eram feitas com linho. Com o passar do tempo a arte, que passou de geração para geração, foi adaptada e hoje é confeccionada em algodão, seda, viscose, náilon e até elastano. O que a tornou mais barata e acessível.
Durante mais da metade do século XX a renda ficou afastada do mundo fashion, utilizada apenas em detalhes de lingeries e vestidos de noiva. Mas para o inverno 2010 ela retorna soberana e dá o ar da graça em composições variadas, destacando a sensualidade e feminilidade da mulher brasileira. Renda-se!
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