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Isabela Capeto com looks da coleção Metrópoles
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Isabela Capeto

04/06/2008
Por: Danielle Reis

“Mulher feminina, romântica, cheia de atitude e bem colorida”. A definição que a estilista Isabela Capeto dá às mulheres que vestem as roupas da sua marca, serve para descrever também, a identidade da própria estilista. Isabela foi a convidada especial do último dia de bate-papo do espaço SP Mostra Moda, elaborado pelos arquitetos Marcelo Salum e Flávia Guglielmi, na mostra Casa Nova/SC. Diante de um concorrido e seleto grupo de jornalistas, celebridades, fashionistas e estudantes de moda, a estilista apresentou alguns looks da nova coleção - Metrópoles - e falou sobre moda, projetos e carreira.

Confira abaixo a entrevista exclusiva com a estilista Isabela Capeto:

[e] Quando surgiu a vontade de abrir a sua própria marca? Conta um pouquinho da sua história.

Fazia moda desde quando era pequena. Gostava muito de fazer as minhas roupas. Na época, queria fazer coisas diferentes que muitas vezes não encontrava no mercado. Mais tarde na faculdade, decidi fazer Desenho Industrial no Rio de Janeiro. Logo depois mudei pra Comunicação Visual. Depois mudei de novo para Comunicação Social, até que falei: “Ah não! Não quero fazer nada disso”, e então passei pro curso de Moda. Viajei e fiz um curso de moda em Florença, na Itália. Quando voltei, comecei a trabalhar na Maria Bonita, passei pela Maria Bonita Extra e depois trabalhei também na Lenny, em uma fabrica de roupa de cama chamada Amor Perfeito e na estamparia Bangu. Eu já estava com muita vontade de abrir a minha própria marca, de fazer algo que eu gosto. Há uns 5 anos atrás comecei a fazer a Isabela Capeto onde estou até hoje. Faço as coisas que eu gosto e do meu jeito pra poder deixar as mulheres bonitas.

[e] A Isabela Capeto é uma marca atemporal. Você não segue muito tendências?

Gosto de fazer as coisas que acho bonitas. Lógico que você segue uma tendência ou outra, uma coisa ou outra. Acho que você acaba seguindo uma tendência porque ela está ai no mundo e ela acaba te inspirando também. Tento fazer uma coisa que acho bonita e ponto final.

[e] As peças da Isabela Capeto apresentam muitos detalhes feitos à mão. Como é a sua relação com o artesanal?

O artesanal é uma coisa difícil. Eu sofro. As vezes acho que a idéia vai dar certo, que vai ficar lindo. Depois quando eu vejo o resultado final eu falo “nossa, que coisa horrível, isso ta péssimo”, fico desesperada. Ai eu mudo tudo. O artesanal é uma coisa difícil, não é simples de se fazer. É lindo, deslumbrante! Se fosse simples, todo mundo faria qualquer coisinha e estava vendendo por ai, em qualquer lugar.

[e] Como é feita a pesquisa da marca?

Vou a exposições e visito galerias de arte. Viagens, cinema, Televisão, livros. Sair com o amigo, tomar um chope com o amigo. Acho que essa coisa de inspiração é meio que tudo. É só estar aberta pra receber e ser curiosa pra olhar o que está rolando no mundo que as coisas acontecem.

[e] E esta coleção, a Metrópoles?

Me inspirei nas várias capitais do mundo. Foi um ano em que eu viajei muito. Estava vendo muitos lugares novos, diferentes. Fiquei muito interessada nessa coisa das cidades. É uma coleção que está mais para o cinza, preto, branco e tem as cores do sinal de trânsito. As estampas do camuflado e estampas do prédio também aparecem. Tem a ver com o espaço aqui SP Mostra Moda (a decoração do espaço é inspirada na cidade de São Paulo, com muitos prédios, ruas e caos urbano).

[e] Quais são os projetos para a marca Isabela Capeto?

Tenha muita vontade em criar uma linha casa, mas ainda tenho muita coisa para melhorar na Isabela Capeto. Quero melhorar a qualidade das minhas coisas, deixar cada vez mais bonito. Agora também estou fazendo a linha para crianças. Então ta indo...

[e] A linha infantil é inspirada na sua filha. Ela participa do processo criativo?

A minha filha Francisca dá muitas idéias. Ela é bem ativa, cheia de idéias. Então ela fala as coisas que ela gosta e as que não gosta. Me ajuda muito nesse universo do infantil. A gente pergunta as coisas pra ela, pra ela dar sugestões, mas as sugestões dela são sempre contrárias do que eu quero.

[e] Ela está seguindo os passos da mãe?

Acho que ela gosta, mas ela fala pra mim que quer ser cantora. Eu dou graças a Deus sabe? É bom também. Essa coisa do trabalho com moda, do estilismo, é muito legal. As pessoas vêem de fora e acham que é um super glamour, mas acaba sendo uma coisa muito cansativa porque tem que ralar muito, trabalhar muito e viajar toda hora. Se ela quiser eu vou apoiar, mas eu adoraria que ela fizesse outra coisa.

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