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Ares nobres com o veludo
18/05/2010 Por: Ariela Diniz
Exclusividade da nobreza durante a idade média, o veludo voltou com força total para as passarelas do inverno 2010, garantindo ares nobres para qualquer produção. Usado até como personagem de filme, como no clássico Blues Velvet(veludo azul), dirigido pelo icônico diretor David Lynch, o tecido é sinônimo de elegância e sofisticação ao longo de décadas.
Durante a recessão pós Primeira Guerra Mundial o veludo foi esquecido devido ao seu alto custo. Mas em 1960 ele ressurgiu em versões menos nobres, feitas de material sintético. De lá para cá, ele ganhou força e aparece como tendência confirmada para o inverno 2010, tanto em roupas como em sapatos.
Nos desfiles nacionais e internacionais da última estação, ele rouba a cena e surge provocador ou em versões mais clássicas. Peça fundamental na Maria Bonita Extra,
Maria Garcia e Animale, que combina o tecido com tachas e ombros marcados, o veludo também é aposta da grife Cantão, que busca na diversidade cultural de Istambul referências das lendárias rotas da seda do Oriente.
O estilista Walter Rodrigues abusa do veludo molhado e cria vestidos mais longos e fluídos para a sua coleção 2010. Misturado com outras texturas ou com aplicações de bordados localizados como na Printing, o veludo também surge como uma alternativa descolada no desfile da estilista Carla Cavendish, que leva o tecido para as botas.
Quem também acreditou no glam do tecido foi a grife Aquastudio que usou o tipo alemão em modelos estilo red carpet. E para quem quer ousar um pouco mais, os looks criados pelas marcas Andrea Marques, com veludo estampado, e Patachou caem como uma luva, de veludo.
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