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Questão de pele
17/05/2010 Por: Ariela Diniz
Depois de algumas estações politicamente corretas, as peles invadiram as passarelas do inverno 2010. Verdadeiras ou sintéticas, elas são apostas e surgem como detalhes de roupas, em máxi coletes ou casacos.
Nas últimas semanas de moda as peles apareceram em diversas cores e tamanho e foram combinadas no melhor estilo hi-lo, com camisetas podrinhas e leggings de couro. Em um contexto mais cool a marca Patachou pegou carona na tendênca da pele e trouxe modelos de casacos e muito ombro marcado com pelerine na versão fake.
Um boom que não acontecia desde os anos 80 quando a matança de animais começou a ser discutida, o uso da pele como peça do vestuário remonta ao século 19. Na década de 60 a pele sintética foi criada como uma alternativa sustentável e mais econômica. A versão genérica foi adotada por muitos estilistas brasileiros na última temporada.
A TNG levou a pele fake para acessórios na cabeça, para os detalhes dos casacos sportwear e em máxi coletes. Victor Dzenk fez jus ao glamour e inovou trazendo uma pele maleável com efeito de paetês.
Em tempo de valorização do luxo sem prazo de validade a pele verdadeira volta ao centro das atenções, mas a preocupação sobre o real sentido do uso dela continua sendo discutido. A Colcci aposta na pele de coelho nos casacos e cachecóis e na de vaca em acessórios, mas faz questão de deixar claro que não foi usada a pele de nenhum animal em extinção. “A Colcci é uma marca jovem de jeans wear e a gente trabalha tanto com couro animal, de vaca, nos acessórios como o de coelho, que também se come assim como se come a vaca. Não foi usada nenhuma pele de animal em extinção, não foi cassado nenhum bichinho lá na floresta”, diz Jessica Lyngel, estilista da marca.
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